Curso intensivo e prático de Service Design para profissionais interessados em inovar serviços. Os participantes aprendem a investigar serviços em contexto real, a construir representações de utilizadores baseadas em evidência, a mapear a experiência end-to-end e a arquitetura sistémica do serviço, e a prototipar e testar conceitos com utilizadores reais. O curso foca a aplicação direta de ferramentas, da entrevista qualitativa ao Service Blueprint, com atenção explícita às tensões, trade-offs e falhas sistémicas que o design de interfaces muitas vezes não captura. Cada ferramenta é introduzida pela sua tensão ou falha mais comum. Não há balas de prata: os frameworks são bússolas parciais, não receitas.
Datas do Workshop
24 setembro,
1, 8, 15, 22, 29 outubro
Modalidade das sessões
6 sessões • 18h00 – 21h00
Inscrições
abertas
Service Design: a arquitetura invisível da interação humana
Programa do Workshop
Fundamentos de Design
Situar o service design no panorama do design e da economia de serviços, compreender a sua lógica sistémica e distingui-lo de outras disciplinas de design centrado no utilizador.
- O que é um serviço? Produto vs. serviço
- Onde o service design se enquadra: relação com UX, product design e design estratégico
- Service-Dominant Logic: cocriação de valor entre prestadores e utilizadores
- Frameworks de processo e os seus limites: Double Diamond e outras frameworks como referências históricas. Como o design se encaixa em organizações product-led
- Systems thinking como fundamento: Abordar os serviços não como um conjunto de processos e funções isoladas mas como um sistema vivo
- Case studies: serviços que funcionam e sistemas que falham
Research qualitativa e quantitativa em contexto de serviço
Planear e conduzir investigação qualitativa e quantitativa adaptada à complexidade dos serviços, saber escolher o método certo e reconhecer os limites e bias de cada abordagem.
- Porque a research de serviço é diferente da research de produto: o papel do contexto, do tempo e dos múltiplos stakeholders
- Métodos de observação: quando e como usar
- Entrevistas semi-estruturadas e contextual inquiry: guião, protocolo, ética e Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD)
- Síntese e triangulação: combinar múltiplas fontes para validar ou questionar insights
- Síntese assistida por IA: o que muda quando parte da síntese é gerada ou assistida por agentes; como detectar e mitigar enviesamentos.
Personas, empathy map e Jobs to be Done
Construir representações de utilizadores fundamentadas em evidência e reconhecer as suas limitações, e traduzir insights de utilizador em questões de design acionáveis.
- Personas baseadas em research vs. personas fictícias: diferenças, riscos e o problema da generalização
- Jobs to be Done: o trabalho funcional, emocional e social por detrás do uso de um serviço
- Do JTBD ao How Might We
- HMW statements: transformar insights em questões de design específicas e acionáveis
Mapear serviços
Mapear a experiência do utilizador ao longo do tempo e visualizar a arquitetura completa de um serviço, conectar a experiência do utilizador aos processos internos, identificar momentos críticos, pontos de fricção e oportunidades.
- Anatomia de um Journey Map: fases, ações, pensamentos, emoções, pain points e delights
- Gap analysis: onde estão as maiores distâncias entre o que o serviço promete e o que entrega
- Current state vs. future state: mapear o as-is antes de imaginar o to-be
- Estrutura do Service Blueprint linha-a-linha: customer actions, line of interaction, frontstage, line of visibility, backstage, line of internal interaction, support processes e physical evidence
- Porque os serviços falham por razões organizacionais, não de processo
Do insight ao requisito e prototipagem de serviços
Traduzir insights de investigação em princípios de design, requisitos de serviço/produto e conceitos visualizados. Prototipar experiências de serviço de forma rápida com base nos requisitos definidos, e preparar testes com utilizadores reais.
- O problema da tradução: porque os insights muitas vezes não chegam ao produto, e onde a cadeia costuma partir
- Estrutura de um requisito de serviço rastreável
- Do requisito ao conceito: Service Concept Cards e storyboarding como ponte entre a definição e a prototipagem
- O que se prototipa num serviço: interações, processos, espaços, scripts e touchpoints, não apenas interfaces
- Prototipagem: role-playing, Desktop Walkthrough, Wizard of Oz, storyboarding e mock-ups físicos
- Testes com utilizadores: como preparar, o que observar, o que funcionou, o que falhou, e porquê (root cause analysis)
Comunicar e implementar serviços
Comunicar um conceito de serviço intangível de forma convincente a audiências não-designers, e estruturar um plano de implementação realista com métricas de sucesso.
- O desafio de comunicar o serviço, storytelling de serviços: narrative arc, user testimonials, day-in-the-life scenarios
- Visualização de serviços e Minimum Viable Service
- Métricas de sucesso: sinais de (in)coerência entre touchpoints humanos e automáticos
- Desenhar para sistemas autónomos/IA, governance da coerência: quem é responsável pela coerência? O que acontece ao blueprint quando os actores são agentes IA?
Público alvo
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UX Designers e Product Designers
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Profissionais de áreas adjacentes, gestão de produto e estratégia
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Consultores e gestores envolvidos em projetos de transformação de serviços e customer experience
Aptidões adquiridas no final do curso
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Dominar os princípios fundamentais do Service Design e Customer Experience
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Identificar oportunidades de melhoria em serviços existentes através de métodos de investigação qualitativa rigorosos
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Visualizar a experiência do utilizador em jornada e system mapping
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Analisar a arquitetura completa de um serviço através de Service Blueprints
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Compreender as necessidades e motivações profundas dos utilizadores
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Traduzir insights de investigação em design principles, service requirements rastreáveis e conceitos de serviço visualizados
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Aplicar técnicas de prototipagem de serviços adequadas ao contexto e fidelidade disponíveis, e conduzir testes com utilizadores reais
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Transformar um conceito de serviço intangível numa narrativa convincente para stakeholders não-designers, com roadmap de implementação faseado e métricas de sucesso
Individual
€ 350
c/ IVAEquipas (3 pessoas)
€ 990
c/ IVAcada inscrito terá direito a:
Acesso ao Classroom do uiux.pt
Acesso ao agente de IA do uiux.pt → auxiliar de estudo para o curso
Recursos pedagógicos partilhados nas sessões
Grupo exclusivo de WhatsApp para suporte posterior
Trainer

Daniel Teixeira Santos
Biografia
Lidera o Service Design e CX de B2B na AUTODOC, no Porto, depois de mais de uma década a desenhar serviços no setor público e privado. Passou pela EY como Senior Manager, onde liderou iniciativas de design e transformação digital para retalho alimentar, indústria farmacêutica, seguros e setor público, e foi membro fundador do LabX – Centro para a Inovação no Setor Público, onde redesenhou serviços públicos de larga escala como primeiro Service Designer da Administração Pública central em Portugal.
Antes, trabalhou em Manchester como Service Design Lead na FutureEverything, levando o design de serviço ao demonstrador de cidade inteligente de Manchester (CityVerve) e a projetos de ciência cidadã à escala europeia, e viveu na Índia, onde foi Program Director numa faculdade de design. Co-fundou a Service Design Portugal e o capítulo português da Service Design Network, dá formação em Service Design desde 2019, e interessa-lhe sobretudo como a IA pode aumentar (não substituir) o bom design de serviço.
Questões frequentes
Modalidade de aprendizagem do Workshop
O Workshop será realizado live, remotamente.
Serão 6 sessões de 3 horas cada, 18h00-21h00.
Não haverá disponibilidade de gravações para assistir mais tarde às sessões. A plataforma de comunicação a usar será o Google Meet. Todos os detalhes, hiperligações e recomendações serão adicionados posteriormente.
Softwares e licenças
Nos dias de hoje, as plataformas de idear, conceber e testar são altamente dinâmicas e acessíveis. Não há obrigatoriedade de usar um software específico para o workshop. Contudo, para exercícios e quadros interativos de grupo pode ser usado o Figma/Figjam na sua versão gratuita/escolar.
Idioma das sessões do Workshop
As sessões desta edição são integralmente em Português. Contudo, poderá haver conceitos, expressões, bibliografia complementar em Inglês.
Certificação e comprovativos
Os participantes que completarem o curso com uma assiduidade mínima de 80% das sessões síncronas receberão um Certificado de Conclusão, atestando a sua participação e os conhecimentos adquiridos, com discriminação das temáticas abordadas. Este certificado reconhece o compromisso e a evolução técnica do aluno, servindo como comprovativo de desenvolvimento profissional especializado.
A formação não é certificada pela DGERT. O uiux.pt opta por não seguir o modelo de certificação DGERT porque acredita numa abordagem mais flexível, centrada no formando e adaptada às exigências reais do mercado. Privilegiamos experiências práticas, conteúdos sempre atualizados e liberdade pedagógica para inovar sem limitações burocráticas.
Material pedagógico
Todos os recursos usados para lecionar serão fornecidos, slides, esquemas e quadros interativos desenvolvidos em grupo, bibliografia complementar, acesso aos ficheiros de trabalhos práticos.
Constituição de turma
A viabilização das turmas depende de um mínimo de 6 inscritos. Caso o curso seja adiado por falta de alunos, garantimos a devolução de 100% do valor ou a conversão do montante num crédito para qualquer outra formação do uiux.pt, caso a nova data proposta para o curso comprado não seja compatível com a tua agenda.
Certificado de Conclusão seriado

